https://www.youtube.com/watch?v=yA4cdut75t4&feature=youtu.be
Com influência das idiossincrasias baianas, da contracultura, do Rock, da Arte Pop e dos quadrinhos, Miguel Cordeiro é um artista ímpar. Pioneiro do Graffiti no Brasil, ele criou em 1979 o personagem Faustino, entidade ficcional que desafiava, com seu humor ácido e iridescente, a rigidez da ditadura militar e a caretice – ou estultice moral - do Brasil.
As observações sagazes e tiradas sacanas de Faustino, outrora estampadas em tinta spray nos muros de Salvador, ficaram impressas nas mentes de seus contemporâneos. Hoje, retornam como uma maldição, provocação necessária à geração que desponta ainda mais conservadora, controlada e idiotizada do que a de décadas atrás.
A
exposição “Horizonte”, de Miguel Cordeiro, surpreendentemente realizada
no Palacete das Artes (Museu Rodin), é um sinal de que nem tudo está
perdido na Bahia. É o sprint de um grande artista antes da bandeira
branca – a qual se recusa levantar.
Nunca rendido, rocker até o osso, underground até a alma, Miguel permanece visceral. “Horizonte” é a exposição de um artista que não se vendeu. Atravessou as décadas sendo singular desde os primeiros traços, nesta nossa Bahia, hoje, Anti-Vanguarda, repleta de poetas de convento e estetas do tipo Maria-vai-com-as-outras.
Com influência das idiossincrasias baianas, da contracultura, do Rock, da Arte Pop e dos quadrinhos, Miguel Cordeiro é um artista ímpar. Pioneiro do Graffiti no Brasil, ele criou em 1979 o personagem Faustino, entidade ficcional que desafiava, com seu humor ácido e iridescente, a rigidez da ditadura militar e a caretice – ou estultice moral - do Brasil.
As observações sagazes e tiradas sacanas de Faustino, outrora estampadas em tinta spray nos muros de Salvador, ficaram impressas nas mentes de seus contemporâneos. Hoje, retornam como uma maldição, provocação necessária à geração que desponta ainda mais conservadora, controlada e idiotizada do que a de décadas atrás.
Nunca rendido, rocker até o osso, underground até a alma, Miguel permanece visceral. “Horizonte” é a exposição de um artista que não se vendeu. Atravessou as décadas sendo singular desde os primeiros traços, nesta nossa Bahia, hoje, Anti-Vanguarda, repleta de poetas de convento e estetas do tipo Maria-vai-com-as-outras.



