"Escrever é cometer um crime a cada linha. Ler é cometer dois a cada palavra".
sexta-feira, 25 de março de 2011
Bruna Surfistinha (o filme) O Veneno do Escorpião - Por Bernardo Almeida
Alguns filmes nacionais têm me surpreendido. Um deles foi Bruna Surfistinha. Não por aspectos técnicos e lingüísticos, em relação à cinematografia. Mas à qualidade estética e textual da película. Acho que atriz (Deborah Secco) se esforçou para se superar, e atingiu seu maior papel na carreira.
Bom afirmar que não consegui passar das 40 folhas de papel do livro. Muito ruim. Sério. Primeira vez que digo isso sobre uma “adaptação”.
Acho que a Raquel Pacheco, apesar de tudo, e, sobretudo, foi uma batalhadora, ao seu modo – uma mulher corajosa que se expôs em todos os sentidos. Estou sempre ao lado das melhores mulheres. Sou um apaixonado por elas. São o máximo – não importa o que façam. É um grande filme destinado a olhares menos preconceituosos – contém atrizes globais.
Mas não é um filme global. Talvez tenha gostado tanto por ter tido a oportunidade de conhecer de perto e admirar a vida dessas mulheres que trabalham com o sexo. Então, serei suspeito. E isso não é verdade.
Precisamos humanizar e aprender a compreender mais as peculiaridades de cada ser – e da sua necessidade como humano. É um filme raso (para quem o procura) e profundo (para quem o descobre). É um péssimo filme pornográfico para o masturbador. Talvez não seja tão ruim para o existencialista. Mas merece o clichê francês “c´est la vie”. Não vai e nem deve agradar a todos - no melhor e no pior sentido... E quem quiser que conte e crie outra história.
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