Elizeu
Moreira Paranaguá recita o poema inédito "O mundo aos 50", ao som de
Vandex, na XI Bienal Internacional do Livro da Bahia, em novembro de 2013. Ao
lado dele, apresentaram-se José Inácio Vieira de Melo e Rita Santana. Na
plateia, amigos como Antonio Carlos Barreto, Jotacê Freitas, Douglas de
Almeida, Franklin Maxado, Cleberton Santos e Bernardo Almeida, além de outros
admiradores.
O MUNDO
AOS 50
(Elizeu Moreira Paranaguá)
"Surge a manhã de um novo ano"
Carlos Drummond de Andrade
Tenho 50 anos,
não tenho 50 coisas.
Tenho 50 anos,
não tenho 50 coisas
O tempo e o espelho respondem ao homem
que tem dobras no rosto.
O mundo desperta o sentido para a vida
porque a vida não conhece outra forma
para viver
senão viver.
O mundo move o fogo
e um falso amor.
A existência fica diante do Caos
onde o sol ultrapassa o vulcão
que corta o Dragão da Morte.
A luz define o mundo
onde o céu e o inferno
medem forças.
A luz que é a força da alma
possibilita ondas de esperança.
A luz que desfaz o abismo de trevas
é a mesma que me renova na espuma.
Sei que estou envelhecendo
como uma árvore
que faz sombra no profundo
como o planeta
que curte o estilo natural do Desconhecido
como a pedra
que está no espelho
do filho Velho.
Sei que o tempo
atiça uma dor absurda
e atinge o corpo
os cabelos
e os olhos de jovem autênticos.
O que posso dizer
dos meus 50 anos ?
O que posso dizer
dos tesouros e sonhos
da juventude?
Tudo tem o peso da idade.
Tudo tem o tempo da medida.
Tudo tem a marca do limite.
Tudo tem a razão da vida.
Tudo tem a dança do Destino.
O tempo não envelhece o espírito
no ensino pelo caminho da Arte.
A Arte sustenta seres para a vida
onde a máquina do Mistério
investe contra o inferno.
Elizeu Moreira Paranaguá
(Elizeu Moreira Paranaguá)
"Surge a manhã de um novo ano"
Carlos Drummond de Andrade
Tenho 50 anos,
não tenho 50 coisas.
Tenho 50 anos,
não tenho 50 coisas
O tempo e o espelho respondem ao homem
que tem dobras no rosto.
O mundo desperta o sentido para a vida
porque a vida não conhece outra forma
para viver
senão viver.
O mundo move o fogo
e um falso amor.
A existência fica diante do Caos
onde o sol ultrapassa o vulcão
que corta o Dragão da Morte.
A luz define o mundo
onde o céu e o inferno
medem forças.
A luz que é a força da alma
possibilita ondas de esperança.
A luz que desfaz o abismo de trevas
é a mesma que me renova na espuma.
Sei que estou envelhecendo
como uma árvore
que faz sombra no profundo
como o planeta
que curte o estilo natural do Desconhecido
como a pedra
que está no espelho
do filho Velho.
Sei que o tempo
atiça uma dor absurda
e atinge o corpo
os cabelos
e os olhos de jovem autênticos.
O que posso dizer
dos meus 50 anos ?
O que posso dizer
dos tesouros e sonhos
da juventude?
Tudo tem o peso da idade.
Tudo tem o tempo da medida.
Tudo tem a marca do limite.
Tudo tem a razão da vida.
Tudo tem a dança do Destino.
O tempo não envelhece o espírito
no ensino pelo caminho da Arte.
A Arte sustenta seres para a vida
onde a máquina do Mistério
investe contra o inferno.
Elizeu Moreira Paranaguá
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