sábado, 28 de dezembro de 2013

Volúpia Errante - Bernardo Almeida na XI Bienal Internacional do Livro da Bahia

Bernardo Almeida lê os versos do poema Volúpia Errante na XI Bienal Internacional do Livro, ao lado dos poetas Vânia Melo e Ivan Almeida.





Volúpia errante 


Navegar é ir de encontro 

Ao som inaudito do verso 

Ainda a ser concebido 

É uma tara, um manifesto 

Contra a homofonia 

De tudo que já está mapeado 

Visto, lido e digerido 

É partir em busca de si próprio 

Lançando-se ao desconhecido 

Sob o risco de encontrar-se 

Emaranhado nas rédeas soltas pela loucura 

Lendas, mitos e estrofes – o mar a desferir golpes 

Para o navegante não triunfar 

Inconsequência, eis a arrogância do desbravador 

Ah! A pequenez de governar 

Deixo aos monarcas de todas as eras 

Corruptos, medíocres, medrosos 

Dos tronos, escravos irreparáveis 

Eu quero é desbravar! 

Entrar para a história por uma outra porta 

Que já existia, mas estava oculta 

Até antes de eu chegar 

Bernardo Almeida

www.bernardoalmeida.jor.br



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